Um ato representativo
O evento, idealizado pelo vice-governador Ronaldo Lessa e pelo ex-deputado federal Régis Cavalcante, reuniu presidentes de partidos como Cidadania, Solidariedade e PV, além do deputado estadual Silvio Camelo, o vereador Aldo Loureiro, Leo Loureiro — vice-presidente nacional da APAE —, as secretárias de Estado Tereza Nelma e Kátia Born, Sam Menezes, do PV, e lideranças do interior, como o vice-prefeito de Coruripe, José Enéas, além de representantes de Maribondo e Marechal Deodoro.
O encontro também contou com a presença de entidades como a UNE, universidades como UNEAL, CESMAC e UFAL.
Memória e crítica na primeira mesa
O primeiro debate foi um mergulho na história política do país. O historiador Geraldo de Majella abordou a instalação da ditadura no Brasil, enquanto Ênio Lins analisou o período de transição e Luciana Santana refletiu sobre a crise atual dos interesses ideológicos e a polarização que desafia a democracia.
A mesa dos constituintes e a força da história
O momento mais emocionante veio com a segunda mesa, formada pelos ex-constituintes José Costa, José Thomaz Nonô e o representante de Teo Vilela, Claudionor Araújo, que levou uma carta do ex-senador.
José Costa, aos 89 anos, esperou até o fim do evento para falar e destacou que se sentia um homem graciado por Deus por ter participado daquele momento histórico e, 40 anos depois, poder reviver essa memória. Nonô relembrou a força das Diretas Já e a mobilização da juventude. Claudionor leu a carta de Teo Vilela, ressaltando a importância da democracia como conquista permanente.
Homenagens póstumas com presença das famílias
A entrega das comendas da Ordem do Mérito Constituinte de 1988 também emocionou o público ao reconhecer os constituintes já falecidos, como Albérico Cordeiro, Eduardo Bomfim, Vinicius Cansanção e Divaldo Suruagy
Filhos, netos e esposas dos homenageados compareceram à cerimônia, recebendo as comendas em um momento de forte simbolismo e reverência à memória daqueles que ajudaram a escrever a história democrática do país.
Idealizadores
Ronaldo Lessa destacou que a democracia só se mantém viva quando é lembrada e debatida.
Ronaldo Lessa: “Queremos que esta data seja mais do que uma celebração. É um compromisso com a história e um alerta para o futuro. Só se constrói o amanhã conhecendo o ontem.”
Para Régis Cavalcante, a continuidade do projeto é essencial.
Régis Cavalcante: “Este é apenas o começo. Vamos levar adiante a proposta de novas ações, como a mostra de vídeos sobre a ditadura no Centro Cultural Arte Pajuçara, para que a história não se apague e as novas gerações compreendam o valor da democracia.”
Um compromisso renovado
O ato terminou com o vice-governador Ronaldo Lessa reafirmando a importância de manter viva a memória democrática. Entre aplausos, ficou claro que este não é apenas um evento comemorativo, mas um marco de resistência cívica e de reafirmação do pacto democrático em Alagoas.
“Viva a democracia, viva Alagoas e viva o Brasil”, concluiu a mestre de cerimônias Liara Nogueira.
