Dois médicos que atuavam no Hospital Regional de Arapiraca foram indiciados pela Polícia Civil após a morte de uma jovem gestante e complicações no atendimento prestado. A investigação aponta que houve negligência médica, caracterizada como homicídio culposo por inobservância de regra técnica, quando o profissional falha ao não seguir protocolos de assistência imediata. Outros dois óbitos ocorridos na mesma unidade também estão sob apuração.
A vítima, Cíntia Soares Farias, de 25 anos, saiu do município de Batalha para realizar o parto na Maternidade do Hospital Chama, em Arapiraca, no dia 4 de fevereiro deste ano. Segundo o inquérito, ela deu entrada na unidade às 5h da manhã, mas só foi atendida por volta das 10h. Submetida a uma cesariana, deu à luz um bebê que sobreviveu.
No entanto, o estado de saúde de Cíntia se agravou nas horas seguintes. Mesmo com sintomas como pressão arterial baixa, hemorragia intensa e dificuldade respiratória, a jovem permaneceu na enfermaria por mais de seis horas antes de ser transferida à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela chegou a receber transfusão de sangue, mas não resistiu.
As conclusões do inquérito foram encaminhadas ao Ministério Público, que deve analisar os próximos passos do processo.
