A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta semana, Átila Carlai da Luz, apontado como um dos participantes do assalto histórico ao Banco Central de Fortaleza, ocorrido em 2005. A captura ocorreu após uma operação de inteligência que vinha monitorando o suspeito há meses.
O criminoso foi localizado em um apartamento de alto padrão na zona nobre de São Paulo, onde vivia sob identidade falsa, com documentos regulares e empresa registrada no Paraná. Investigações apontam que Átila mantinha vínculos com facções criminosas de atuação nacional, envolvidas em tráfico de drogas e armas, fraudes bancárias, roubos de cargas e outros crimes de grande porte.
A fraude de identidade foi descoberta por meio de análise biométrica e cruzamento de dados em sistemas federais, com confirmação técnica do Instituto de Identificação Félix Pacheco. No Rio, ele já havia sido condenado por fraudes em caixas eletrônicos e responde a mais um processo pelo mesmo tipo de crime.
Além do envolvimento no maior roubo a banco do país — quando a quadrilha escavou um túnel durante três meses para levar R$ 165 milhões —, Átila também acumula histórico criminal ligado ao tráfico internacional de drogas. Em São Paulo, foi condenado a 32 anos de prisão por comandar um esquema de envio de malas com cocaína pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos para Lisboa, em Portugal, utilizando funcionários corrompidos para garantir a chegada da carga ao destino e multiplicar os lucros no mercado europeu.
