O governo federal colocou em pauta uma possível reformulação profunda no modelo de financiamento do transporte coletivo no Brasil. A equipe da Esplanada avalia alternativas que podem levar à adoção da chamada Tarifa Zero, proposta que prevê a gratuidade no uso de ônibus urbanos mediante novas fontes de custeio público.
A discussão ocorre em meio à crise enfrentada por sistemas municipais e metropolitanos, marcada por queda no número de passageiros, aumento no preço dos combustíveis e dificuldades das prefeituras em manter subsídios. Técnicos da área econômica analisam o impacto fiscal da medida e estudam cenários para garantir sustentabilidade financeira sem comprometer as contas públicas.
Como o transporte urbano é de responsabilidade de estados e municípios, qualquer mudança dependerá de articulação federativa. A União estuda mecanismos de cooperação e possíveis fundos de financiamento para apoiar as administrações locais.
Nos bastidores, a avaliação é de que o modelo atual, baseado majoritariamente na tarifa paga pelo usuário, demonstra fragilidade diante das transformações econômicas e sociais. A decisão final dependerá da conclusão dos estudos técnicos e da construção de consenso entre os entes federativos.

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