Maceió, conhecida por suas praias paradisíacas e alto potencial turístico, enfrenta um grave problema de poluição em sua orla marítima.
Apesar de ostentar algumas das praias mais valorizadas do Nordeste, com o metro quadrado disputado por hotéis e construtoras, a capital alagoana convive com o desconforto das chamadas "línguas sujas" ao longo de seus quase 40 quilômetros de litoral urbano.
Essas "línguas sujas" são correntes de águas poluídas que desembocam no mar, criando um contraste desagradável com o cenário de águas cristalinas.
Esse fenômeno é exacerbado durante o período de chuvas intensas, quando riachos e córregos urbanos transbordam, levando detritos através das tubulações de drenagem pluvial.
Esses pontos de poluição não poupam nem mesmo as praias mais populares e valorizadas.
Já na Jatiúca, próximo ao Posto 7, uma língua suja com mais de três décadas de existência continua a contaminar a área, que é muito frequentada por banhistas e turistas devido à proximidade com o Hotel Jatiúca.
O problema se repete na famosa Ponta Verde, onde a presença dessas correntes poluídas tem gerado uma má impressão nos visitantes.
O exemplo mais emblemático é o Riacho Águas Férreas, ou Riacho do Ferro, que apesar do nome, não é um riacho natural.
Originalmente construído para escoar águas pluviais, ele nasce no bairro Barro Duro e atravessa vários outros, recebendo ao longo do percurso uma grande quantidade de esgoto doméstico, até desaguar na praia de Cruz das Almas.
A presença dessas "línguas sujas" revela um problema crônico de infraestrutura e gestão ambiental em Maceió.
As galerias de drenagem, projetadas apenas para águas pluviais, acabam recebendo esgoto doméstico devido às ligações clandestinas de residências, condomínios e até empreendimentos hoteleiros, resultando em águas altamente poluídas.
