Se havia algo que o torcedor do CSA acreditava ser impossível em 2025, era o rebaixamento para a Série D. Afinal, a matemática era clara: menos de 1% de risco. Mas o futebol, conhecido por suas ironias, resolveu fazer história e o CSA assinou o roteiro com perfeição.
No sábado derradeiro, em Brusque, veio o golpe final: derrota por 2 a 0 em Santa Catarina e uma combinação cruel de resultados nos outros jogos. O Itabaiana venceu o ABC em Natal, o Maringá atropelou o Caxias e o Anápolis despachou o Botafogo-PB. O improvável virou realidade, e o Azulão caiu sem direito a recurso.
Um mês digno de manual do caos
Agosto parecia ter sido escrito por roteiristas especializados em tragédias esportivas. Demissão de técnico antes de duelo decisivo, contratação relâmpago de outro, retorno do primeiro como última esperança e, claro, brigas internas dignas de série documental.
O superintendente de futebol pediu demissão alegando que não foi ouvido sobre decisões cruciais. O vice-jurídico também largou o barco, acusando a diretoria de ignorar análises jurídicas básicas. Enquanto isso, o vice-geral assumia o comando do futebol como quem tenta apagar incêndio com gasolina.
Reunião promete revelações
Para completar a novela, a presidente Mirian Monte promete “revelações importantes” sobre a política do clube. A reunião do Conselho Deliberativo já está marcada para segunda-feira, em Maceió, e deve render mais drama do que análise tática.
O futuro?
Agora, o CSA se prepara para disputar a Série D, a mais desafiadora das divisões nacionais, com um orçamento menor, elenco sob questionamento e uma torcida que ainda tenta entender como o impossível aconteceu.
