O Conselho Permanente de Justiça Militar de Alagoas decidiu pela absolvição dos policiais militares José Rogério Mariano da Silva e Samuel Jackson Oliveira de Lima, que respondiam pela morte da soldado Izabelle Pereira dos Santos, ocorrida em Maceió.
O episódio remonta à noite de 30 de agosto de 2014, no bairro do Barro Duro, quando os três integrantes da corporação atuavam em serviço dentro de uma viatura oficial. Durante o deslocamento, um disparo de arma de fogo atingiu a soldado, que não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a investigação, o tiro partiu de uma submetralhadora calibre .40 que estava no interior do veículo. A análise do caso apontou para a possibilidade de um disparo não intencional, ocorrido enquanto a equipe atendia a uma ocorrência.
Na decisão, o colegiado entendeu que não houve comprovação de conduta dolosa por parte dos acusados, ou seja, não ficou demonstrado que houve intenção ou aceitação do risco de provocar a morte da colega de farda. Diante da ausência de elementos suficientes para sustentar a acusação, prevaleceu o princípio jurídico de que, na dúvida, a interpretação deve favorecer os réus.
O desfecho encerra uma das investigações mais sensíveis envolvendo a corporação no estado, marcada pela complexidade das circunstâncias e pelo impacto interno gerado pela morte da militar durante o exercício da função.

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