Se a política alagoana já parecia um enredo de novela, agora ganha novos protagonistas para 2026. Circulam especulações sobre a formação de uma nova “dupla dinâmica”: JHC, prefeito de Maceió, e Daniel Barbosa, deputado federal por Arapiraca.
Mas, claro, como bons herdeiros da política familiar, nenhum deles realmente toma decisões sozinho. Nos bastidores, quem mexe as peças são João Caldas e Luciano Barbosa, seus respectivos pais, os verdadeiros donos do tabuleiro.
A movimentação já deixou adversários políticos apreensivos, mas também levantou dúvidas entre os próprios aliados. Até George Soros, um dos maiores especuladores do mundo, hesitaria em apostar nesse cenário incerto. Afinal, na política alagoana, alianças improváveis surgem de um dia para o outro, dependendo apenas do valor envolvido.
JHC, apesar de manter sua hegemonia na capital, perdeu feio no interior, o que explica a necessidade de novos movimentos estratégicos.
Já Daniel Barbosa busca ampliar seu protagonismo, sempre sob a orientação do pai, que segue comandando nos bastidores. Enquanto isso, os Calheiros continuam firmes, garantindo sua influência sem precisar de tantas acrobacias políticas.
A eleição de 2026 promete ser uma das mais acirradas da história recente do estado. A partir de março, os corredores dos partidos se tornarão verdadeiros ringues de negociação, e até dezembro ficará claro quem de fato tem poder e quem apenas finge estar no comando. Será que essa nova “dupla dinâmica” vai decolar, ou tudo não passa de um plano familiar fadado ao fracasso?
