Arapiraca impressiona por suas áreas urbanas integradas ao meio ambiente, com espaços arborizados e estruturas que, em muitos casos, nem mesmo a capital Maceió possui. Enquanto isso, a parte baixa de Maceió enfrenta um calor cada vez mais intenso, resultado direto da falta de áreas verdes bem planejadas.
Bairros como Ponta Verde, Pajuçara, Jatiúca, Mangabeiras, Santo Eduardo e Stella Maris estão se tornando cada vez mais quentes e desconfortáveis para viver e circular. Isso se deve, principalmente, à ausência de bosques, parques ou lagos urbanos nessas regiões. A cultura local de construir praças dominadas por concreto contribui ainda mais para o aumento da temperatura.
Se nada for feito, em 10 anos a orla de Maceió será cercada por um “muro” de prédios, o que agravará ainda mais a sensação térmica e a baixa umidade do ar. Regiões como o Centro, Poço, Jaraguá, Vergel, Prado e Trapiche já sofrem com esse problema. E o que mais preocupa é a falta de projetos concretos – ou a ausência de execução dos que já existem – para mudar esse cenário.
Maceió precisa urgentemente de um plano ambicioso para se tornar uma das capitais mais ecológicas do Brasil. Atualmente, não há sequer um lago artificial na cidade. Arapiraca, por outro lado, conta com o Lago da Perucaba, que é natural, além de dois bosques urbanos completamente arborizados e uma área ecológica dentro do perímetro urbano.
Na parte baixa de Maceió, especialmente na região centro-norte, há pouquíssimos espaços verdes. Alguns foram criados, mas com pouco verde e muito concreto. O ideal seria a implantação de pelo menos dois bosques totalmente arborizados ou um lago urbano na região para amenizar o clima e melhorar a qualidade de vida dos moradores.
