As tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos ganharam um novo capítulo com repercussões inesperadas para o esporte. Setores do Congresso norte-americano discutem a possibilidade de suspender os vistos da delegação da Seleção Brasileira, o que colocaria em risco a participação da equipe no Mundial de 2026, marcado para EUA, México e Canadá.
A medida, ventilada inicialmente de forma discreta, voltou a ganhar força diante do agravamento do impasse político. Embora parte dos congressistas considere a ação como um gesto de pressão contra o governo brasileiro, analistas alertam que a estratégia poderia ter efeito contrário e fortalecer a imagem do Brasil em meio à crise.
Fifa na linha de frente
O cenário coloca a Fifa como peça-chave nas negociações. A entidade que organiza o torneio tem histórico de se posicionar contra barreiras políticas impostas a seleções classificadas, mesmo em contextos de regimes autoritários. Nos bastidores, dirigentes ressaltam que qualquer restrição de entrada poderia ferir as regras da Copa do Mundo.
Pressão por medidas mais duras
O grupo ligado ao movimento “Make America Great Again” (MAGA), apoiadores de Donald Trump, vem cobrando respostas mais severas contra o Brasil, avaliando que as sanções já adotadas não surtiram o efeito esperado. A possibilidade de atingir o futebol, paixão nacional e símbolo de projeção internacional, passou a ser vista como alternativa de impacto.
Base da Seleção em risco
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já trabalhava na definição de sua base de treinamento na Flórida, mas os planos podem ser inviabilizados caso os vistos sejam bloqueados. Se confirmada, a decisão abriria um precedente inédito e colocaria em xeque a participação brasileira em uma Copa sediada majoritariamente em solo norte-americano.
