A International Surfing Association (ISA) confirmou nesta sexta-feira (20) o novo modelo de distribuição de vagas para o surfe nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, promovendo uma mudança significativa no peso da World Surf League (WSL) no caminho até a Olimpíada.
Diferentemente das edições de Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e Jogos Olímpicos de Paris 2024, quando o circuito mundial teve participação mais robusta na definição dos classificados, o ranking da WSL agora garantirá apenas dez vagas no total cinco no masculino e cinco no feminino com limite de um atleta por país. O encerramento da lista está previsto para junho de 2028, cerca de um mês antes da abertura dos Jogos.
A alteração impacta diretamente potências da modalidade, como o Brasil. Em 2024, por exemplo, o ranking masculino contou com dois brasileiros entre os cinco melhores: Yago Dora, campeão da temporada, e Ítalo Ferreira, quarto colocado. Pelas regras anteriores, ambos estariam classificados via circuito mundial. No novo cenário, apenas o melhor posicionado por país garante vaga olímpica por esse critério.
Enquanto reduz a influência da WSL, a ISA amplia o protagonismo dos próprios eventos. O ISA Surfing Games de 2028 distribuirá dez vagas por gênero, também limitadas a um atleta por nação número superior ao registrado em Paris, quando a competição do ano olímpico ofereceu sete vagas por categoria.
O sistema de classificação para Los Angeles ainda contempla outras frentes: vagas universais (incluindo a do país-sede) e torneios continentais. Para os brasileiros, uma das principais oportunidades será nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027, no Peru. O campeão da competição garante presença direta na Olimpíada.
Com o novo desenho, a corrida olímpica no surfe se torna mais diversificada e estratégica, exigindo regularidade no circuito mundial e desempenho decisivo nos eventos organizados pela federação internacional.

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