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Domingo, 26 de Abril 2026

Justiça

Secretário da Prefeitura de Maceió ignora ato médico e direitos trabalhistas; MP deve investigar

Secretário de Saúde de Maceió critica uso de atestados médicos e restringe emissões nas UPAs, gerando críticas de médicos e sindicatos

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Secretário da Prefeitura de Maceió ignora ato médico e direitos trabalhistas; MP deve investigar
Reprodução vídeo nas redes sociais do secretário
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Em mais uma demonstração de “inovação” na gestão pública, o secretário municipal de Saúde de Maceió, Claydson Moura, decidiu assumir o protagonismo não só da pasta que comanda, mas também da classe médica e do Direito Trabalhista brasileiro. Em declarações feitas nas redes sociais, Moura acusou trabalhadores de utilizarem indevidamente as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para obter atestados médicos e, supostamente, “matar o trabalho”.

 

Segundo o secretário, há um “excesso de gente que não está doente” nas UPAs, o que, segundo sua lógica, estaria atrasando o atendimento de quem realmente precisa. A solução apresentada? Simples: suspender a emissão de declarações de comparecimento nas três unidades administradas pela Prefeitura — Benedito Bentes, Santa Lúcia e Trapiche.

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A fala, recheada de generalizações e desprezo pelas regras básicas do atendimento médico, ignora que cabe exclusivamente ao profissional de saúde avaliar a necessidade de um atestado. Mas, ao que parece, na nova cartilha da saúde pública maceioense, o julgamento clínico pode ser substituído por achismos e postagens indignadas.

 

A iniciativa do secretário tem sido alvo de críticas entre médicos, sindicatos e juristas. Para representantes da classe médica, a decisão compromete o ato médico ao retirar do profissional a autonomia para decidir, com base em critérios técnicos, se há necessidade de afastamento do paciente. Já entidades sindicais apontam que a fala de Moura, além de ofensiva, pode configurar ataque direto ao direito do trabalhador e ensejar ações coletivas por calúnia, difamação e preconceito.

 

O Ministério Público deve ser provocado a apurar o caso. Afinal, é no mínimo preocupante que um secretário de Saúde trate com tanto desdém tanto a prática médica quanto os direitos de quem depende da rede pública para cuidar da saúde — física e trabalhista.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
Maceió Notícias

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