O ex-policial militar Ronnie Lessa, que confessou o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, revelou ter recebido garantias de um ambiente favorável para a execução do crime, alegando que a Polícia Civil do Rio de Janeiro estava sob controle.
Essa informação veio à tona após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberar o sigilo da delação premiada de Lessa.
Segundo ele, um ex-membro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) mencionou um acordo com o então chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa.
Na delação, Lessa afirmou que Barbosa condicionou sua participação ao fato de que o homicídio não poderia ter origem na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a fim de evitar suspeitas de crime político.
