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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Política

Renan joga luz em JHC e sombra em Lira

Em evento do MDB em Maceió, Renan elogia JHC, descarta qualquer aproximação com Arthur Lira e dá sinais de que ainda não pretende pendurar o paletó político.

Maceió Notícias
Por Maceió Notícias
Renan joga luz em JHC e sombra em Lira
Fernando SA
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Durante mais uma parada da caravana “O Brasil Precisa Pensar o Brasil” — promovida pelo MDB nacional e pela Fundação Ulysses Guimarães (FUG) —, o senador Renan Calheiros fez o que melhor sabe: transformou um evento de formação política em prévia eleitoral, troca de farpas e convite velado à concorrência.

 

O encontro aconteceu nesta sexta-feira (13), no Centro de Convenções de Maceió, e marcou o início dos debates presenciais do projeto no Nordeste. No palco, figuras como o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, o presidente da FUG, Alceu Moreira, o presidente da AMA, Marcelo Beltrão, o deputado federal Isnaldo Bulhões e o ex-ministro Aldo Rebelo. Mas quem comandou os holofotes foi mesmo Renan, que, entre uma alfinetada e outra, foi desenhando suas preferências para as eleições de 2026.

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No centro de suas ambições está uma possível aliança com o atual prefeito de Maceió, JHC, que hoje desfruta de alta aprovação popular e uma base sólida. “O prefeito vai ser candidato a quê? Essa decisão é dele. Mas ele está num grande momento e seria ótimo tê-lo por perto”, disse Renan, como quem abre a porta e já puxa a cadeira na sala de jantar.

 

O senador, que já soma quatro mandatos no Senado e não parece disposto a encerrar sua carreira política tão cedo, também acenou para uma nova candidatura. “Se o povo quiser, estou à disposição.” A humildade, claro, ficou subentendida.

 

Já sobre Arthur Lira, nem convite, nem polidez. Questionado sobre qualquer possibilidade de reconciliação política com o deputado federal e ex-presidente da Câmara, Renan foi direto: “Temos muita dificuldade em fazer aliança com Arthur Lira. Nos interesses de Alagoas, nunca contamos com ele. Ele sempre esteve contra.”

 

A crítica, longe de ser novidade, foi mais um capítulo do embate que há anos movimenta os bastidores (e os palanques) da política alagoana. A cada nova declaração, fica mais claro: a chance de aliança entre os dois é tão concreta quanto um abraço entre fogo e gasolina.

 

Enquanto isso, o MDB nacional segue com sua maratona de encontros pelo país, tentando manter algum protagonismo em meio a um cenário de polarizações, revezamentos familiares e alianças cada vez mais inusitadas — como essa possível dobradinha entre Renan e JHC, que até outro dia pareciam figurar em campos completamente opostos.

 

No fim, o evento serviu menos para “pensar o Brasil” e mais para testar as águas da política local. E, pelo visto, Renan segue sabendo nadar como poucos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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