A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), a Operação Magen para investigar um esquema suspeito de tráfico de armas e lavagem de dinheiro relacionado a uma facção criminosa que atua no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
De acordo com as investigações, o grupo teria utilizado contas de pessoas físicas e empresas de fachada para movimentar mais de R$ 100 milhões ao longo de aproximadamente quatro anos. Os recursos seriam provenientes de transações associadas ao comércio ilegal de armamentos destinados à organização criminosa.
Segundo a PF, entre os materiais negociados estavam fuzis de uso restrito, pistolas, revólveres, carregadores e munições. Em um dos episódios identificados pelos investigadores, dez fuzis modelo AR-15 teriam sido entregues diretamente a uma das principais lideranças da facção que atua na região.
A investigação também aponta a possível participação de agentes de segurança pública. Pelo menos um policial civil e um policial militar em atividade, além de ex-integrantes das forças de segurança, são investigados por supostamente utilizar informações e sistemas de acesso restrito em benefício do esquema.
Ainda conforme a Polícia Federal, alguns dos envolvidos teriam recebido armas e equipamentos policiais como forma de pagamento ou comissão pelas negociações realizadas pelo grupo.
A operação busca aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira e logística do esquema, além de identificar outros possíveis envolvidos nas atividades criminosas.

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