Uma operação da Polícia Civil de Alagoas foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (12) com o objetivo de cumprir mandados contra suspeitos de envolvimento em episódios de violência ligados a torcidas organizadas na capital alagoana. A ação, batizada de Operação Pavio Curto, busca prender dez investigados por crimes como explosão, tentativa de homicídio, lesão corporal e danos ao patrimônio. Até o início da manhã, cinco pessoas já haviam sido detidas.
Os mandados judiciais de prisão, busca e apreensão estão sendo executados em diversos pontos de Maceió, incluindo os bairros Tabuleiro do Martins, Cidade Universitária, Trapiche da Barra, Poço, Ponta Grossa, Bebedouro e Clima Bom. Também há diligências sendo realizadas no município de Satuba, na Região Metropolitana.
As investigações são conduzidas pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol) em conjunto com o Núcleo de Planejamento Operacional (NPO) e têm como foco um ataque registrado em 29 de novembro de 2025, no bairro do Poço. Na ocasião, quatro torcedores do Clube de Regatas Brasil seguiam em um veículo para um evento de torcida quando foram interceptados por ocupantes de outros carros.
De acordo com a apuração policial, os suspeitos utilizaram objetos como pedras e barras de ferro e chegaram a lançar um artefato explosivo artesanal dentro do automóvel das vítimas. Todos os ocupantes ficaram feridos, e um deles precisou permanecer internado por vários dias em estado grave no Hospital Geral do Estado.
A Polícia Civil aponta que o episódio teria sido motivado por rivalidade entre torcidas organizadas. A ofensiva policial desta quinta-feira tem como objetivo identificar todos os envolvidos e desarticular grupos que utilizam o ambiente do futebol para a prática de crimes.
A operação é coordenada pelos delegados Bruno Tavares, Bárbara Porto e Igor Diego e conta com a participação de equipes da Dinpol, do Núcleo de Planejamento Operacional, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/Dracco) e da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).
As medidas cautelares foram autorizadas pela 8ª Vara Criminal da Capital, após representação da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público, como parte do avanço das investigações e para reforçar a ordem pública.

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