O Brasil se despediu neste fim de semana de um dos maiores nomes de sua história no esporte paralímpico. Morreu no sábado (7), aos 52 anos, o nadador Adriano Gomes de Lima, referência internacional da natação adaptada. O atleta enfrentava um câncer ósseo desde o ano passado, conforme comunicado oficial divulgado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, Adriano teve uma trajetória marcada por superação. Aos 17 anos, após sofrer um acidente de trabalho que o deixou paraplégico, encontrou na natação um caminho para a reabilitação física e emocional. O que começou como terapia rapidamente se transformou em carreira esportiva de alto rendimento.
Em 1996, apenas cinco anos depois de iniciar nos treinos, já representava o país nos Jogos Paralímpicos de Atlanta, onde conquistou sua primeira medalha, um bronze nos 50 metros livre. A partir dali, construiu uma longa e vitoriosa caminhada, participando de seis edições consecutivas dos Jogos, encerrando sua trajetória paralímpica no Rio de Janeiro, em 2016.
Ao longo da carreira, Adriano acumulou nove medalhas paralímpicas um ouro, cinco pratas e três bronzes além de expressivos resultados em outras competições internacionais. O momento mais marcante veio em Atenas, em 2004, quando integrou a equipe campeã do revezamento 4x50 metros medley, garantindo o lugar mais alto do pódio para o Brasil.
Fora das Paralimpíadas, o nadador também brilhou nos Jogos Parapan-Americanos, onde somou 30 medalhas em cinco participações, e em campeonatos mundiais, com outras 12 conquistas. Seu desempenho o consolidou como um dos atletas mais vitoriosos da modalidade no país.
Reconhecido pelo legado que deixou dentro e fora das piscinas, Adriano foi homenageado recentemente nas celebrações dos 30 anos do CPB, sendo lembrado como exemplo de determinação e inspiração para novas gerações.
A morte do campeão comoveu o meio esportivo e reforçou a dimensão de sua contribuição para o desenvolvimento do paradesporto brasileiro. Mais do que títulos, Adriano Gomes de Lima deixa uma história de coragem, resiliência e amor ao esporte.

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