O brasileiro Hugo Calderano escreveu um capítulo inédito na história do tênis de mesa neste domingo (25), ao conquistar a medalha de prata no Campeonato Mundial da modalidade. Embora tenha sido superado na decisão pelo chinês Wang Chuqin, número 2 do mundo, o feito de Calderano transcende a derrota. Ele se tornou o primeiro atleta de fora da Ásia e da Europa a subir ao pódio em um Mundial, consolidando seu nome entre os maiores do esporte.
Na final disputada em Busan, na Coreia do Sul, o chinês levou a melhor por 4 sets a 1, com parciais de 12/10, 11/3, 4/11, 11/2 e 11/7. Apesar do revés, Calderano, atualmente o terceiro colocado no ranking mundial, teve uma campanha brilhante. Superou adversários de elite, como o também chinês Liang Jingkun na semifinal, e quebrou paradigmas em uma modalidade historicamente dominada por asiáticos.
A prata no Mundial reforça a trajetória de recuperação e superação do atleta, que menos de um ano antes havia amargado a quarta colocação nos Jogos Olímpicos de Paris. Desde então, o brasileiro coleciona conquistas expressivas, incluindo o título inédito da Copa do Mundo, onde derrotou os três melhores do ranking.
“Foi uma jornada desafiadora após Paris, mas consegui retomar o foco e alcançar meu melhor nível técnico. Estar na final de um Mundial, diante de uma audiência global, é algo pelo qual sempre lutei. Essa medalha representa muito, mas sigo com o objetivo de buscar ainda mais”, declarou Calderano, visivelmente emocionado após a partida.
Com apenas 28 anos, Hugo Calderano segue em ascensão e promete continuar desafiando a lógica de um esporte ainda concentrado em poucos países. Seu desempenho no Mundial não apenas entrou para a história brasileira, mas também para os anais do tênis de mesa mundial.
